top of page

UX Case Studies

Case 1 ExxonMobil

Frame 3 (2).png

01

WellDOSS

Transformando dados complexos de perfuração em uma experiência de análise mais clara

​

Introdução

Este projeto feito através da Radix Brasil durante quase 4 anos, teve como objetivo estruturar uma experiência digital para análise e acompanhamento de dados de operações de perfuração de poços de petróleo para a empresa americana ExxonMobil.

​

O contexto envolve diferentes perfis profissionais — como perfuradores, engenheiros de operações, supervisores de sonda, engenheiros de vigilância, especialistas e cientistas de dados — que trabalham com diferentes tipos de dados, eventos e parâmetros operacionais.

​

O desafio de UX estava em transformar essa complexidade técnica em uma experiência que permitisse entender os dados, identificar eventos, acompanhar a operação e apoiar a tomada de decisão.

02

O Desafio

Como transformar uma grande quantidade de dados técnicos em uma experiência que facilite a análise e a tomada de decisão?

​

Durante o discovery, identificamos que a operação envolve diferentes stakeholders, diferentes responsabilidades e diferentes necessidades de informação.

​

O mesmo dado pode ser utilizado por profissionais com objetivos distintos: acompanhar a operação, identificar problemas, analisar parâmetros, investigar eventos ou apoiar decisões durante a perfuração.

​

Além disso, fatores como qualidade dos dados, ruídos, outliers, vibração, desgaste da broca e baixa correlação entre determinados parâmetros podem influenciar a análise.

03.4 - STAKEHOLDERS MAP (1).jpg

O mapa mostra a relação entre os diferentes participantes da operação, incluindo equipe da sonda, CSD, engenharia e empresas envolvidas no processo.

03

O Objetivo

Criar uma experiência integrada para compreender, explorar e analisar dados de perfuração.

​

O objetivo foi estruturar uma solução capaz de:

  • facilitar o acesso aos dados da operação;

  • organizar diferentes tipos de variáveis;

  • permitir a identificação e investigação de eventos;

  • apresentar informações em diferentes níveis de detalhe;

  • apoiar a análise de parâmetros e suas relações;

  • facilitar a interpretação dos dados;

  • apoiar a tomada de decisão durante a operação.
    ​

No contexto específico de ROP, por exemplo, uma das necessidades levantadas foi identificar rapidamente as causas de baixo desempenho e compreender quais parâmetros poderiam contribuir para melhorar a eficiência da perfuração.

04

PROCESSO DE DESCOBERTA

Entendendo pessoas, contexto e necessidades

O processo começou com um levantamento qualitativo do contexto de uso, combinando conversas com stakeholders, dinâmicas colaborativas e organização das informações levantadas pela equipe.

​

As dinâmicas ajudaram a explorar diferentes perspectivas sobre:

Problemas → Causas → Objetivos → Benefícios → Stakeholders → Requisitos → Aplicabilidade → Entregáveis → Riscos

​

Essa abordagem permitiu sair de uma visão puramente técnica do produto e compreender quem utiliza a informação, para qual finalidade e em qual momento da operação.

XOM - DINÂMICAS DE GRUPO_ROP.png

05

PERSONAS

A análise dos perfis mostrou que a plataforma precisava atender diferentes papéis dentro do ecossistema de perfuração.

Entre eles estavam:

  • Geólogo de Operações

  • Engenheiro de Operações

  • Perfurador

  • Supervisor de Sonda

  • Engenheiro de Vigilância

  • Especialista

  • Perfurador Direcional

  • Engenheiro de Planejamento

  • Cientista de Dados

  • Engenheiro de Pesquisa
     

Cada perfil possui responsabilidades e necessidades diferentes em relação aos dados e à operação.

Por isso, a solução não poderia ser pensada apenas como um dashboard, mas como uma experiência compartilhada por diferentes perfis profissionais.

XOM - Personas - Review de todas as Oportunidades.jpg

06

JORNADA DO USUÁRIO

Da preparação à análise da operação

A partir do entendimento dos perfis e do contexto, estruturamos a jornada considerando diferentes momentos da operação de perfuração.
 

A jornada permitiu visualizar:

Preparação → Perfuração → Execução → Monitoramento → Análise
 

Em cada etapa, foram considerados os objetivos dos usuários, suas ações, informações necessárias, pontos de atenção e oportunidades de melhoria.

A jornada ajudou a identificar que a experiência não deveria começar apenas no dashboard: o acesso aos dados, a compreensão das informações e a investigação dos eventos fazem parte do mesmo ecossistema.

Captura de Tela 2026-02-02 às 23.21.45.png

07

PRINCIPAIS INSIGHTS

O problema não era apenas visualizar dados

O discovery mostrou que a complexidade estava na relação entre dados, contexto, eventos e tomada de decisão.

Alguns dos principais pontos considerados foram:

​

01 — Muitos tipos de informação

O usuário precisa lidar com variáveis importadas, variáveis calculadas, eventos e classificações diferentes.

02 — Necessidade de contexto

Um evento ou alteração em um parâmetro precisa ser analisado dentro do contexto da operação.

03 — Diferentes perfis

Os mesmos dados podem ser relevantes para diferentes profissionais por motivos diferentes.

04 — Qualidade dos dados

Ruídos, outliers, dados históricos insuficientes e problemas de qualidade podem afetar a análise e a confiabilidade dos modelos.

05 — Apoio à decisão

A informação precisa ajudar o usuário a compreender o que está acontecendo e identificar possíveis ações.

08

DO RESEARCH À SOLUÇÃO

Estruturando a experiência

A partir dos insights, a solução foi estruturada em diferentes momentos da experiência:

Importar dados
↓
Compreender os dados disponíveis
↓
Identificar variáveis e eventos
↓
Explorar a operação
↓
Investigar ocorrências
↓
Analisar relações entre parâmetros
↓
Apoiar a tomada de decisão

​

Essa estrutura orientou a organização das principais áreas do produto.

09

A SOLUÇÃO

Um ecossistema integrado de análise

A solução foi organizada em três grandes momentos da experiência:

Data Import

Entrada e gerenciamento dos dados de poços e eventos.

Data Summary

Visão estruturada das variáveis importadas, variáveis calculadas, eventos detectados e informações operacionais.

Analysis Dashboard

Ambiente de análise que reúne gráficos, variáveis, eventos, comentários e classificações em um mesmo contexto.

welldoss.gif

DATA IMPORT + DATA SUMMARY

 

A primeira etapa da experiência organiza a entrada e a compreensão dos dados.A interface permite importar arquivos, visualizar informações disponíveis e acompanhar variáveis, eventos e informações calculadas antes de avançar para a análise.

​

A organização progressiva reduz a necessidade de apresentar toda a complexidade de uma só vez e cria uma transição entre dados brutos → informação estruturada → análise.

 

As telas de Data Summary mostram essa separação entre variáveis importadas, variáveis calculadas e eventos detectados. 

​

ANALYSIS DASHBOARD

​

Concentrando a análise em um único contexto

O dashboard foi pensado como um espaço de trabalho para análise da operação.

Em vez de tratar gráficos, eventos e informações operacionais como experiências isoladas, a interface reúne diferentes camadas de informação em um mesmo contexto.

O usuário pode trabalhar com:

  • variáveis;

  • gráficos;

  • eventos;

  • comentários;

  • informações temporais;

  • profundidade;

  • classificações operacionais.

​

EVENTOS E CONTEXTO

​

Investigando o que está acontecendo na operação

Os eventos representam uma camada importante de contexto para a análise.

A interface permite visualizar uma lista de eventos e relacioná-los com informações temporais e de profundidade, facilitando a investigação de ocorrências específicas.

A ideia foi permitir que o usuário percorresse diferentes níveis de análise:

Visão geral → evento → contexto → detalhe

​

ANÁLISE ESTATÍSTICA

​

Indo além da visualização

A experiência também contempla uma área dedicada à análise estatística.

O usuário pode selecionar variáveis e diferentes tipos de visualização para investigar relações e padrões nos dados.

A solução combina diferentes perspectivas — como Density Analysis, Scatter Plot e métricas de correlação — para apoiar uma investigação mais aprofundada dos parâmetros.

​

​

Data Import Well Dark 10.png
Data Summary.png
XOM - Analysis Dashboard Dark Vertical V5.png
XOM - Event Recorded vertical Dark.png
Statistical Data Analysis Dark 4.png

10

VISUALIZAÇÃO E ACESSIBILIDADE

Acessibilidade

Durante o processo de pesquisa e as conversas com stakeholders, identificámos uma necessidade específica relacionada à acessibilidade para pessoas com daltonismo. Um dos engenheiros envolvidos no projeto, e entrevistado durante o processo, tinha daltonismo, o que trouxe uma perspetiva real sobre algumas das dificuldades que poderiam surgir na interpretação das informações apresentadas na interface.

​

A partir desta descoberta, aprofundámos o estudo sobre daltonismo e perceção de cores, analisando como a utilização de cor poderia impactar a compreensão de gráficos, estados, alertas e outras informações do sistema.

​

Este estudo ajudou-nos a repensar a utilização da cor como único elemento de diferenciação e a considerar alternativas que tornassem a informação mais clara e acessível para diferentes perfis de utilizadores.

​

Partilha de conhecimento

O estudo também acabou por ultrapassar o âmbito do próprio produto. Tive a oportunidade de preparar e apresentar um workshop sobre daltonismo e acessibilidade para toda a equipa envolvida no projeto, incluindo os designers da Radix.

​

O objetivo foi partilhar o conhecimento adquirido durante o processo e sensibilizar a equipa para a importância de considerar diferentes formas de perceção visual desde as primeiras etapas do design.

​

Resultado: a acessibilidade passou a ser considerada não apenas como uma característica da solução final, mas como parte do processo de decisão e discussão dentro da equipa. 

11

Resultado

Uma experiência conectada para trabalhar com dados complexos

​

O resultado foi uma experiência que conecta diferentes etapas do trabalho analítico:

​

Dados → Contexto → Eventos → Visualização → Análise → Decisão

​

Em vez de reduzir a quantidade de informação disponível, a solução buscou organizar a complexidade, criando hierarquia e relações entre as diferentes informações necessárias para a análise.

​

APRENDIZADOS

​

Projetar para complexidade

​

Um dos principais aprendizados deste projeto foi perceber que, em produtos analíticos, UX não significa necessariamente mostrar menos informação.

​

Em determinados contextos, o usuário precisa acessar uma grande quantidade de dados. O papel do designer é criar uma estrutura que permita compreender essa informação com o menor esforço cognitivo possível.

​

Também ficou evidente a importância de entender primeiro quem utiliza os dados, em qual contexto e para qual decisão, antes de definir como essa informação será visualizada.

​

“O desafio não era simplificar os dados. Era tornar a complexidade compreensível.”

Case 2 Cemig

cemigg.png

01

Auto Healing

Projetando uma experiência operacional assistida por IA para a gestão de alarmes, para grande empresa de energia no Brasil​

​

Introdução

Este projeto feito através da Radix Brasil surgiu a partir da necessidade de criar uma nova solução auxiliar para apoiar operadores no acompanhamento de alarmes e na execução de manobras dentro do contexto operacional da CEMIG.

​​

A plataforma utiliza inteligência artificial para apoiar a análise das informações, agilizar a identificação de situações relevantes e gerar recomendações, ajudando o operador a compreender rapidamente o contexto e definir as próximas ações.

​

O desafio de UX era criar uma experiência que integrasse esse suporte inteligente ao fluxo operacional existente, organizando informações complexas de forma clara, priorizada e acionável.

02

O Desafio

O projeto envolvia um contexto operacional complexo, com diferentes informações, alarmes, regras e possíveis ações.

​

Precisávamos criar uma experiência que ajudasse o operador a:

​

  • identificar rapidamente situações relevantes;

  • compreender a urgência de um evento;

  • acessar as informações necessárias para análise;

  • visualizar recomendações geradas pelo sistema;

  • executar ou validar ações dentro do fluxo operacional.
     

A inteligência artificial deveria apoiar a decisão sem substituir o operador, mantendo as informações e recomendações claras e compreensíveis.

Frame 1000006366.png

Exemplo de sistemas

antigos da Cemig.

03

Compreensão dos Utilizadores

Antes de começar a desenhar as interfaces, realizamos entrevistas e conversas estruturadas com operadores e stakeholders envolvidos no projeto.

​

O Auto Healing envolve diferentes perfis dentro do contexto operacional, cada um com necessidades e níveis de acesso distintos.

​

User Profiles
 

Engenheiro de Turno
Perfil considerado na estrutura de acesso e gerenciamento da plataforma.
 

Operador de Turno
Perfil diretamente relacionado à operação e ao acompanhamento das informações e alarmes.
 

Especialista em TO
Perfil relacionado ao contexto de tecnologia operacional.
 

Curador de Procedimentos TO
Perfil relacionado à gestão e curadoria dos procedimentos operacionais utilizados pelo sistema.
 

Analista de Pós-Operação
Perfil relacionado à análise das informações após a ocorrência dos eventos operacionais.

​

O objetivo das entrevistas era entender como o trabalho era realizado atualmente, quais informações eram realmente necessárias durante a operação e como o novo sistema poderia se integrar ao fluxo já existente.

Durante as conversas, exploramos principalmente:

​

  • como os operadores acompanham os alarmes;

  • como identificam eventos importantes;

  • quais informações precisam visualizar para tomar uma decisão;

  • como as manobras fazem parte desse processo;

  • em que momento uma informação precisa aparecer;

  • como o novo sistema poderia apoiar esse fluxo sem adicionar complexidade.
     

Um ponto importante observado durante o research foi o contexto de uso: os operadores já trabalham simultaneamente com aproximadamente cinco telas no centro de operação. Isso fez com que a simplicidade da nova interface se tornasse uma necessidade importante do projeto.

​

A partir disso, começamos a considerar não apenas o que deveria estar na tela, mas principalmente o que poderia ser retirado dela.

gerenciamento.png
cemig_discovery.png

Algumas das perguntas utilizadas para explorar o contexto foram:

​​

  • “Como você identifica que um evento precisa de atenção?”

  • “Quais informações você precisa visualizar para entender o que está acontecendo?”

  • “Como você realiza esse processo atualmente?”

  • “Em que momento uma informação precisa aparecer para você?”

    ​

A partir das conversas com operadores e stakeholders, começamos a estruturar como a nova solução poderia se encaixar no fluxo existente.

​

A experiência foi organizada inicialmente em três frentes principais:

​

Upload de IOs

Processamento e organização das Instruções Operativas.

​

Alertas + Manobras

Visualização das ocorrências, informações críticas e ações relacionadas.

​

Assistente Virtual

Uma camada de interação para apoiar o operador na consulta de informações e recomendações.

Também foram consideradas áreas complementares, como gerenciamento de usuários e auditoria.

04

De Research a UX Decisions

As observações realizadas durante as entrevistas e, posteriormente, nos testes de usabilidade com os protótipos ajudaram a direcionar as decisões de UX.
 

Um dos principais pontos foi a necessidade de reduzir a quantidade de informação apresentada simultaneamente, mantendo apenas aquilo que realmente contribuísse para a compreensão do evento e para a tomada de decisão.

Em vez de adicionar mais informações para representar a complexidade do sistema, o objetivo passou a ser:
 

Como apresentar o essencial no momento certo, sem aumentar a carga cognitiva do operador?
 

Isso influenciou diretamente a hierarquia das informações, a organização dos conteúdos, a forma de apresentar os alarmes e a quantidade de elementos presentes em cada tela.
 

Também consideramos que a interface deveria funcionar bem tanto em Dark Mode quanto em Light Mode. Embora o produto estivesse inserido em um ambiente de centro de operações, o que normalmente sugere-se sistemas dark mode para estes ambientes, durante as conversas identificamos preferência pelo Light Mode entre grande parte dos operadores, reforçando a necessidade de oferecer as duas experiências sem comprometer legibilidade, hierarquia ou percepção dos estados.

Resumo.png
Resumo (1).png

05

Teste de Usabilidade e Iteração

Depois das primeiras explorações, realizamos diversos testes moderados remotamente em reuniões utilizando os protótipos, com participação de operadores e stakeholders.

​

Esses testes foram importantes não apenas para validar a interface, mas para observar como as pessoas interpretavam as informações, onde surgiam dúvidas e quais elementos realmente eram necessários para realizar cada tarefa.

Como os participantes tinham perspectivas e necessidades diferentes, algumas opiniões também eram distintas entre si. Isso fez parte importante do processo de UX: em vez de tratar cada opinião isoladamente, utilizamos as observações dos testes para identificar padrões, pontos de dor e necessidades recorrentes.

​

Os testes ajudaram a avaliar questões como:

​

  • a quantidade de informações apresentadas;

  • a facilidade de identificar um alarme relevante;

  • a compreensão da hierarquia e da severidade;

  • a clareza das recomendações;

  • a localização das informações;

  • a complexidade percebida da interface;

  • a necessidade de diferentes estados e feedbacks;

  • a experiência em Light e Dark Mode.
    ​

A partir dessas observações, os protótipos foram iterados e refinados continuamente.

​

Os testes reforçaram uma premissa importante para a experiência:

​

O operador não precisava de mais informação. Ele precisava encontrar rapidamente a informação certa.

​

Considerando que cada operador já trabalha com múltiplas telas durante a operação, a nova interface precisava ser limpa, objetiva e fácil de interpretar, evitando adicionar complexidade ao ambiente existente.

​

Isso influenciou diretamente:

​

Hierarquia da informação → Priorização do conteúdo → Densidade visual → Alertas → Nível de severidade → Recomendações → Ações

​

A inteligência artificial também entrou nesse contexto como uma forma de apoiar a priorização e recomendação, e não como mais uma camada de complexidade.

​

A experiência precisava deixar claro:

​

o que aconteceu → qual é a urgência → por que isso é relevante → qual recomendação está sendo apresentada → qual decisão pode ser tomada.

06

Mapeando a Experiência

Com a estrutura inicial definida, começamos a mapear a experiência e os caminhos necessários dentro da plataforma.

O Journey Map ajudou a visualizar a experiência de forma mais ampla, enquanto os User Flows ajudaram a transformar essas necessidades em caminhos concretos dentro do produto.

​

Nesse momento, consideramos:

  • principais etapas das tarefas;

  • pontos de decisão;

  • informações necessárias em cada etapa;

  • caminhos alternativos;

  • estados e possíveis erros.

​

Com os fluxos estruturados, começamos a explorar diferentes possibilidades de interface através de wireframes.

Nesse momento, o foco estava principalmente em hierarquia, organização das informações e comportamento das telas, antes de definir a camada visual final.

​

Foram exploradas diferentes áreas da plataforma, incluindo:

Upload de IOs · Alertas · Manobras · Eventos · Assistente Virtual · Gerenciamento · Auditoria

wireframe_cemig.png

07

Designing the AI-assisted Experience

A inteligência artificial era uma parte importante da proposta do Auto Healing e também influenciou a forma como pensamos a experiência.

​

O sistema precisava transformar informações e regras operacionais em informações contextualizadas, priorização e recomendações, ajudando o operador a chegar mais rapidamente à informação relevante.

Do ponto de vista de UX, isso trouxe uma preocupação importante:

​

Como apresentar uma recomendação inteligente de forma clara, sem tirar do operador a compreensão e o controle sobre a decisão?

​

Por isso, a interface precisava deixar claro:

​

o que aconteceu → qual é a urgência → quais informações explicam o evento → qual recomendação está sendo apresentada → qual ação pode ser tomada.

assistente_virtual3.png

08

Criar um Design System específico para o produto

Outro desafio importante era que o cliente não possuía um Design System específico para o produto.

​

Para estabelecer uma base consistente, utilizamos o Material Design como referência para componentes e padrões já consolidados e, a partir dessa base, adaptamos e criamos os elementos necessários para as particularidades da plataforma.

Estruturamos uma base considerando:

​

Cores · Tipografia · Backgrounds · Bordas · Componentes · Estados · Status

​

Color & Semantic System

​

A paleta foi organizada para criar uma linguagem visual consistente e diferenciar informações importantes do sistema, incluindo status, severidade, alertas, autonomia e validade.

Também estruturamos versões para Light Mode e Dark Mode, considerando os diferentes contextos de utilização da plataforma.

​

A partir dessa base, criamos e adaptamos componentes para manter consistência entre as diferentes áreas do produto.

Entre eles:

​

Buttons · Chips · Badges · Status indicators · Inputs · Feedback states · Navigation elements

​

Os componentes também foram estruturados considerando diferentes estados e usos dentro da experiência.

ds_dark.png
ds_light.png

09

Do sistema para a Interface

Com os fluxos, wireframes e fundamentos visuais definidos, evoluímos as soluções para interfaces de alta fidelidade.

​

O Design System passou a funcionar como uma base comum para as diferentes áreas da plataforma, permitindo manter consistência visual e comportamental enquanto cada tela atendia a uma necessidade específica.

Gravação de Tela 2026-05-20 às 22.38.49 (1).gif

10

O Resultado

O resultado foi uma nova experiência digital para apoiar operadores na gestão de alarmes e na tomada de decisão.

A solução combina UX, automação e inteligência artificial para ajudar a organizar informações complexas, destacar situações relevantes e apresentar recomendações de forma mais rápida e contextualizada.

​

Além das interfaces, o projeto estabeleceu uma base de Design System específica para o produto, permitindo manter consistência entre os diferentes módulos da plataforma.

O meu papel como UX/UI Designer

​

Atuei na estruturação da experiência e no desenvolvimento das interfaces, participando das etapas de:

​

Research & Interviews → Journey Mapping → User Flows → Wireframes → UI Design → Design System → Prototyping

 

Também participei da definição da linguagem visual do produto, utilizando o Material Design como referência e criando/adaptando os componentes necessários para o contexto da solução.

​

Este projeto reforçou para mim a importância de entender o contexto de trabalho antes de desenhar a interface, especialmente em sistemas operacionais complexos.

​

Quando inteligência artificial passa a fazer parte da experiência, o desafio de UX vai além de apresentar uma recomendação: é preciso ajudar o usuário a entender o contexto, avaliar a informação e manter o controle da decisão.

bottom of page